Edital seleciona 02 bolsistas para APABF

https://www.funape.org.br/site/noticias/lista_noticia.php?bmlkPTMxMzQzMjMxMzI=

 

 

1a Ekko Gincana da APABF integra escolas de Garopaba

O Gaia foi cenário da 1ª Ekko Gincana da APA da Baleia Franca que integrou mais de uma centena de estudantes e professores, representando onze escolas de ensino fundamental da rede municipal de ensino de Garopaba. A Ekko Gincana foi uma iniciativa das instituições conselheiras Instituto Ekko Brasil/Projeto Lontra e da Fundação Gaia – Legado Lutzenberger.

A Ekko Gincana engajou as entidades conselheiras da Unidade de Conservação e instituições parceiras em prol do território, ampliou o conhecimento sobre a biodiversidade ao mesmo que despertou a empatia pelas espécies da região e também fomentou boas práticas associadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável -ODS.

Na abertura da gincana, a analista ambiental do ICMBio, Deisi Balensiefer, deu as boas-vindas aos participantes em nome da APA da Baleia Franca. Deisi chamou atenção para as memórias que ficam das gincanas que participamos e como essas atividades em equipe, envolvendo brincadeiras e atividades de educação ambiental, marcam os participantes deixando boas lembranças que nos acompanham por toda a vida.

O evento resultou da soma de esforços de instituições conselheiras da APA Baleia Franca/ICMBio: Instituto Ekko Brasil/Projeto Lontra, Fundação Gaia/Legado Lutzenberger, Instituto Australis, R3 Animal, Associação Pro- CREP  e parceiros: Projeto Toninhas, Projeto TAMAR, Grupo Desbravadores Gaivotas do Sul, Risco Zero Adventure e Jean Vasconcellos/condutor ambiental. Os estudantes foram divididos em 05 equipes (Baleia, Toninha, Tartaruga, Lontra e Lobo) participando de um circuito de atividades.

Cada uma das dez instituições participantes levou materiais, maquetes, jogos e brincadeiras ligados às suas áreas de atuação. No estande do Projeto Lontras, uma grande lontra de pelúcia virou cenário para fotografias com as crianças, que também se divertiram com jogos e brincadeiras envolvendo conhecimentos sobre a espécie. O Projeto Toninhas levou também vídeos e aplicativos voltados à proteção da toninha, uma das espécies de cetáceos mais ameaçadas do planeta. O Instituto Australis abordou a baleia franca, grande estrela da diversidade biológica abrigada na APA e razão de ser da unidade de conservação, com réplicas, informações e brincadeiras. O TAMAR levou réplicas de tartarugas marinhas feitas de fibra de vidro em tamanho natural e também material biológico, como ovos e filhotes coletados e preservados em vidros. A Associação R3 Animal focou no atendimento dado a animais feridos e na interface entre atividades humanas e riscos à fauna, em especial as questões do lixo, poluição e pesca predatória. A reciclagem foi tratada pelo PRO-CREP, que atua em Palhoça desde 1992, reciclando diversos tipos de materiais dando nova vida a objetos e produtos reaproveitados e transformados em arte e utilidades, com muita criatividade.  No Gaia, as crianças também conheceram tecnologias alternativas, como o banheiro seco, painéis solares e agroecologia entre outras atividades sustentáveis utilizadas e divulgadas pela Fundação.

E o almoço foi providenciado pelo Grupo Desbravadores que demonstrou preparo de alimentos em um tipico acampamento de escotismo. E Jean Vasconcelos, condutor ambiental, demonstrou os princípios que regem um voo de parapente.

Um dos momentos mais esperados pelos estudantes que participaram da Ekko Gincana foi a MaraToninha: corrida de 2 km em meio as matas do Projeto Ambiental Gaia Village. A atividade foi facilitada pela equipe do Projeto Toninhas, que tem sede na Baia da Babitonga, em São Francisco do Sul e desenvolve pesquisas com a Toninha no território da APABF. A Risco Zero Adventure montou estrutura e apoio logístico de uma verdadeira prova de corrida, o que conferiu emoção de Maratona aos pequenos atletas que participaram com muito entusiasmo.

O chefe da APA da Baleia Franca, Caio Eichenberger, foi convidado a participar da premiação. “É uma satisfação ver um evento tão grande ser realizado por instituições parceiras além daquelas que participam do conselho da APA da Baleia Franca com foco no território, isso mostra o comprometimento das entidades com a aproximação entre a sociedade e unidade de conservação, em consonância com as diretrizes do Plano de Manejo da APA, de forma voluntária e envolvendo as novas gerações, é um verdadeiro presente para o território e para o Instituto Chico Mendes”, avalia Eichenberger.

Confira os Cinco primeiros que chegaram na frente:

Masculino:
1o Lugar: Vitor Alexandre (EMEF Constância Lopes)
2o lugar: Guilherme Ismael (EMF Pinguirito)
3o Lugar: Guilherme Balbi (EMEF Norberto Floriano)
4o lugar: Kauã Gabriel Dantas (EMEF Constância Lopes)
5o lugar: Arthur Silveira (EMEF Ary Manoel)

Feminino:
1o lugar: Brenda do Nascimento (EMEF Constância Lopes)
2o lugar: Flor de Maria Frota (EMEF Jandira da Silva)
3o lugar: Ana Livia Nascimento (EMEF Januário Ferreira)
4o lugar: Laura Antunes (Centro Educacional Ibiraquera)
5o lugar: Coralina Carderon (EMEF Agostinho Botelho)

Alesandra Bez Birolo, do Projeto Lontras, que organizou o evento, explicou que “a idéia é que a comunidade conheça a unidade de conservação, as espécies que aqui vivem, pois não é possível amar aquilo que não se conhece, por isso é importante trazer a comunidade escolar, para que tenha contato direto com os valores da APA da Baleia Franca e se envolva com este território que amamos, um território, nove municípios e muitas espécies, todos envolvidos na conservação do ambiente e da cultura locais.”

A Ekko Gincana teve apoio da Secretaria Municipal de Educação de Garopaba e Petrobrás Ambiental.

Edital TOBE – Aberto cadastramento Empresas

Interessados terão até o dia 14 de maio para efetuar cadastramento.

Empresas interessadas em realizar turismo de observação embarcada de baleia franca (Eubalaena australis) na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (SC) já podem se cadastrar para obter a autorização da atividade. O edital 01/2019 pode ser acessado aqui.

O prazo para cadastramento vai até o dia 14 de maio. Somente pessoas jurídicas podem participar. O interessado deve procurar a sede da APA Baleia Franca (conferir serviço abaixo) levando requerimento, cópia do RG e CPF do representante legal de pessoa jurídica; cópia do CNPJ, de inscrição estadual e do contrato social da empresa; alvará municipal de funcionamento da pessoa jurídica, certificado de registro vigente no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) e Termo de Reconhecimento de Risco.

Com a aprovação do Plano de Manejo da APABF e a promulgação da portaria n◦ 1.112, de 17 de dezembro de 2018 (publicada no Diário Oficial da União em 21/12/2018) o poder público regulamentou a atividade do turismo de observação embarcado (TOBE) na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca condicionada a uma série de regras e atividades de pesquisa, fiscalização e controle a serem desenvolvidas no intuito de avaliar os impactos que tal atividade possa trazer a esta espécie ameaçada. Em 2012, a atividade havia sido suspensa pela Justiça Federal e sua liberação condicionada à apresentação de um Plano de Normatização, Monitoramento, Fiscalização e Controle a ser elaborado pelo ICMBio, o órgão gestor da UC.

A temporada de observação inicia no dia 15 de agosto e vai até o dia 5 de novembro e as operações poderão ocorrer em até quatro dias por semana. Os dias serão previamente planejados por quem receber a autorização e a programação deve ser enviada para a APA semanalmente.

Cada empresa só pode realizar até duas operações turísticas por dia e no máximo, duas embarcações. Para cadastro da embarcação, devem ser apresentados documentação contendo nome, tipo e título da embarcação expedido pela Capitania dos Portos; certificado válido de Segurança da Navegação expedido pela Marinha e Comprovante de contratação de Seguro de Danos Pessoais Causados para Embarcações ou por suas Cargas (DPEM).

Sobre a Unidade

A Área de Proteção da Baleia Franca é uma unidade de conservação federal de uso sustentável localizada no litoral sul de Santa Catarina criada pelo poder público em 14 de setembro de 2000 devido aos atributos naturais e culturais da região e tem por principais objetivos proteger a diversidade biológica, ordenar o processo de ocupação humana e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais às presentes e futuras gerações.

Um dos principais objetivos de criação da APA da Baleia Franca é conservar e proteger a baleia franca austral (Eubalaena australis) na área abrangida pela UC, que abriga a principal área de agregação reprodutiva dessa espécie ameaçada de extinção no Brasil.

Essa espécie foi caçada pela indústria baleeira na região de 1740 a 1970 e chegou a beira da extinção. Com o término da caça a partir dos anos de 1980 a população das baleias começou a dar sinais de uma lenta recuperação a partir da implantação de medidas de legais de proteção e com o aumento da consciência ambiental da população.

O principal desafio da equipe da unidade será implantar o programa de monitoramento da atividade turística de observação de baleias franca embarcado na APA-BF na temporada de 2019, desenvolvido com base em critérios científicos e metodologia consolidada, de forma a identificar e avaliar os possíveis impactos da atividade sobre a preservação da baleia franca subsidiando as futuras ações de manejo à realização ou não da atividade e, ao mesmo tempo, sensibilizar a sociedade sobre a importância da proteção desses gigantes cetáceos que utilizam a região protegida pela APA-BF como área de reprodução, amamentação e descanso, importante área de agregação reprodutiva essencial à esta espécie ameaçada.

Serviço
APA da Baleia Franca
Av. Santa Catarina, 1465, Bairro Paes Leme, Imbituba
Telefone: (48) 3255-6710

Garopaba e Imbituba iniciam novo modelo de sinalização de trilhas na APA da Baleia Franca

Garopaba e Imbituba estão implementando um novo modelo de sinalização nas trilhas do território da APA da Baleia Franca. A ação começou no último final de semana (23 e 24 de novembro), com a sinalização da Trilha da Caranha, que liga as Praias da Barra e Ouvidor, em Garopaba. Esta iniciativa partiu do Projeto de extensão de aperfeiçoamento profissional dos Condutores Ambientais e Guias de Turismo egressos do IFSC Garopaba e, do órgão do governo federal, Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


Uma sinalização adequada garante a boa gestão das trilhas, minimiza diversos tipos de impacto ambiental e incentiva o ecoturismo e o turismo de base comunitária. O que dá tranquilidade e segurança para todos que usam a trilha, além de organizar o fluxo por um único traçado, protegendo a flora e fauna e da formação de caminhos secundários. Além dessa preocupação, a iniciativa do IFSC e do ICMBio vai de encontro a implantação do Sistema Brasileiro de Trilhas.

O Sistema é uma nova abordagem nacional de conectividades das Unidades de Conservação do Brasil, que pretende ligar quatro grandes corredores de paisagens naturais no país. Um desses corredores, a Trilha Litorânea, passará pelas cidades de Garopaba e Imbituba. Com 8 mil km, este percurso liga o Chuí ao Oiapoque ao longo da costa brasileira. Por conta da grande extensão, o governo federal quer assegurar a padronização da sinalização em todas unidades de conservação que compõem o trajeto da Trilha Litorânea.

Para isso, o primeiro passo foi a promoção de uma Oficina de Sinalização de Trilhas, que ocorreu na sede do Projeto Ambiental Gaia Village. Ela foi ministrada pelo analista ambiental do ICMBio, Thiago Beraldo, e pelo vice-presidente do Instituto Çarakura (entidade que integra a gestão do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro) Richard Smith. Durante a oficina, além da parte teórica, os participantes foram orientados em como implementar a sinalização de forma correta nas trilhas locais e colocaram em prática as técnicas ensinadas, produzindo matrizes para aplicação da pintura e sinalização da Trilha da Caranha.

A Área de Proteção Ambiental (APABF) da Baleia Franca, que é a principal UC dessa região do litoral catarinense, terá uma sinalização específica, no formato de sola de bota com uma baleia franca, com sua cauda e nadadeiras em seu desenho. A arte dessa pegada foi desenvolvida de forma voluntária por condutores ambientais. O desenho segue o padrão sugerido pelo ICMBio, adaptando-se para a realidade da APABF. As cores adotadas serão o preto e o amarelo, repetindo o padrão da rota principal da Trilha Litorânea. As cores adotadas seguem o padrão nacional da sinalização, com pegadas pretas e amarelas, conforme o sentido que se quer demonstrar (norte-sul e sul-norte).

Um Grupo de Trabalho será responsável pelo gerenciamento, manutenção da sinalização, e pela comunicação com a comunidade local e com os usuários destes caminhos. Por enquanto, apenas a Trilha da Caranha, que se encontra em propriedade particular, está sinalizada com anuência do Gaia Village. A ideia é observar durante a temporada de verão como os turistas e comunidade local aceitarão a sinalização, para corrigir e propor novas soluções para as próximas trilhas.

Esta ação de sinalização tem apoio de Condutores Ambientais locais, de alunos do curso de Guia de Turismo do IFSC, do ICMBio, do Conselho Gestor da APA da Baleia Franca, do IFSC – Câmpus Garopaba, do Instituto Çarakura, Gerdau, do Projeto Ambiental Gaia Village e das Prefeituras Municipais de Garopaba e Imbituba.

O que é o Sistema Brasileiro de Trilhas

O Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso quer trazer a experiência dos sistemas de trilhas de longo curso estadunidense (National Trails System) e europeu (European long-distance paths) para o país. Seu objetivo é conectar diferentes unidades de conservação do Brasil através de grandes trilhas nacionais compostas por trilhas locais menores. Também busca reconhecer e proteger rotas pedestres de interesse natural, histórico e cultural, além de sensibilizar a sociedade para a importância do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc).

 

Criada pela Portaria nº 407 de 19 de outubro de 2018, dos Ministérios do Meio Ambiente e do Turismo e do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), esta é uma iniciativa conjunta do ICMBio, de grupos de voluntários e da sociedade civil organizada. A meta é alcançar, em 20 anos, 18 mil km de trilhas e movimentar 2 milhões de turistas por ano.

A APA da Baleia Franca

A Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca localiza-se no litoral do sul de Santa Catarina, e foi criada pelo decreto federal s/nº em 14 de setembro de 2000. Com uma área de 156 mil hectares, 130 km de costa marítima, abrange nove municípios, desde o sul da ilha de Santa Catarina até o Balneário Rincão.

As finalidades da APA da Baleia Franca são proteger, em águas brasileiras, a baleia franca austral (Eubalaena australis), ordenar e garantir o uso racional dos recursos naturais da região, ordenar a ocupação e utilização do solo e das águas, ordenar o uso turístico e recreativo, as atividades de pesquisa e o tráfego local de embarcações e aeronaves.

Em sua rota migratória reprodutiva, a baleia franca passa pela região entre os meses de junho e novembro. As riquezas naturais protegidas pela APA vão além da Baleia Franca, incluem outras espécies de animais e vegetais nativos, promontórios, costões rochosos, praias, ilhas, lagoas, banhados, marismas, área de restinga, dunas, além de sítios arqueológicos, como os sambaquis e as oficinas líticas.

Por que integrar o Sistema Brasileiro de Trilhas?

As trilhas de Garopaba e Imbituba são em grande parte caminhos tradicionais utilizados há séculos, desde as primeiras comunidades da região. Por conta disso, muitos desses caminhos já são conhecidos dos turistas que frequentam nossas praias em busca de recreação. Integrar o Sistema Brasileiro de Trilhas é uma grande oportunidade de transformar as trilhas também numa forma de geração de renda para a população local através do Ecoturismo e do Turismo de Base Comunitária. GT de Governança de Trilhas Contato: Rodrigo Prux de Oliveira – Jornalista 48 9 9113 6345

Créditos das imagens: Rodrigo Prux de Oliveira e Cristiane Bossoni

CONAPA BALEIA FRANCA ELEGE CONSELHEIROS

O Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, Unidade de Conservação Federal, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, renovou no dia 22/11/2018, sua composição para o biênio 2019-2020.

Tendo competências de participar com protagonismo da gestão da unidade e atuar na formulação de políticas públicas e normas de acesso e uso dos recursos ambientais do território da Unidade de Conservação, o Conselho Gestor da APA Baleia Franca se constitui num espaço público de real interesse da cidadania e do próprio poder público traduzido na quantidade e qualidade das organizações que pleitearam assento.

Para o preenchimento das 42 vagas, distribuídas de forma igualitária, entre organizações que representam interesses do poder público (Setor Governamental); organizações de usuários de recursos (Setor de Usuários de Recursos Naturais) e, organizações não governamentais que atuam na área ambiental (Setor Ong Ambientalistas), tiveram cadastro homologado 65 entidades, sendo 19 do setor público; 32 do setor usuários dos recursos  e 14 do setor de Ong’s ambientalistas.

A eleição, que ocorreu na sede do Projeto Ambiental Gaia Village, em Garopaba/SC, oportunizou que cada setor elegesse seus representantes.  Assim, foram escolhidas:

No Setor Governamental: Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC/ EPAGRI; Instituto de Meio Ambiente do Estado de SC/ IMA; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de SC/ IFSC – Campus Garopaba; Instituto do patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN; Policia Militar Ambiental/4a CIA; Prefeitura Municipal de Laguna; Prefeitura Municipal de Garopaba; Prefeitura Municipal de Imbituba; Fundação Lagunense de Meio Ambiente/FLAMA; SC Parcerias / Porto de Imbituba;  Secretaria do Patrimônio da União/ SPU; Universidade do Estado de SC/UDESC e Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC. O ICMBio/ APA da Baleia Franca, como órgão gestor da Unidade de Conservação, possui cadeira cativa no Conselho.

No Setor de Usuários dos Recursos: Associação Empresarial de Garopaba/ ACIG; Associação Empresarial de Laguna/ACIL; Associação Empresarial de Imbituba/ACIM; Sindilojas Laguna; Associação dos Moradores da Praia dos Naufragados/AMOPRAN; Associação de Moradores da Praia da Guarda do Embaú; Associação de Pescadores da Comunidade da Ibiraquera/ ASPECI; Associação de Surf da Praia doa Guarda do Embaú; Conselho Comunitário da Ibiraquera/CCI; Caipora Cooperativa para Conservação da Natureza; Rádio Comunitária Pinheira; ACORDI; Plataforma de Pesca do Rincão e Universidade do Sul Catarinense/UNISUL.

No Setor de ONGs Ambientalistas: Instituto Australis; Associação Barra Limpa; Instituto Tabuleiro; Pró-CREP;  R3 Animal;  Instituto Boto Flipper; Instituto Ekko Brasil; Ferrugem Viva; FloripAmanhã; Fórum da Agenda 21; Fundação Gaia; Instituto Baleia Franca; Instituto Mangue Vivo e Associação Entremares.

Ao final do processo eleitoral, Cecil Maya de Barros, Chefe da APABF parabenizou os eleitos e relembrou os compromissos dos Conselheiros com a co-gestão do território, especialmente com a implantação do Plano de Manejo da Unidade, em processo de aprovação.

A Plenária de Posse dos Conselheiros eleitos acontecerá em 06 de dezembro, no Gaia Village, das 8h30min às 18h00min.

Instituições Homologadas para as Eleições CONAPABF 2018

O Comitê Eleitoral, após receber e avaliar documentação de instituições interessadas em fazer parte do Conselho Gestor da APA da Baleia Franca,  apresenta a relação daquelas que tiveram seu cadastro homologado para participar das Eleições que acontecem dia 22 de novembro de 2018, em Garopaba (Sede do Projeto Ambiental Gaia Village):

SETOR USUÁRIOS DOS RECURSOS (14 vagas)

ACEGE – Associação Comercial Guarda Embau

ACIG

ACIL

ACIM

ACIRJ

ACIT

ACORDI

ADRAM

AMOPRAN

AMUREL

ASPECI

Associação Catarinense de Engenheiros Florestais – ACEF

Associação Catarinense de Pesca Subaquatica

AssocIação Comunitaria Guarda do Embau

Associação de Surf do Farol Santa Marta

Associação de Surf e Preservação da Guarda Embau – ASPG

Associação Eng. Florestais de Braço Norte e Sul – AEFSUL

Associação Radio Comunitaria Pinheira

Associação Surf de Imbituba

Associação Surf Garopaba

CDL Laguna

Colonia de Pescadores Z33

Conselho Comunitario da Ibiraquera – CCI

Cooperativa Caipora

Federação Associações Empresariais SC – FACISC

Federação de Agricultura Estado SC – FAESC

Plataforma de Pesca do Rincão

SATC

SINDILOJAS Laguna

UNESC

Uniao dos Pescadores da Ilha – UAPI

UNISUL

 

SETOR PUBLICO (13 Vagas)

ICMBio -APA Baleia Franca (cadeira cativa)

CREA-SC

EPAGRI – Tubarao

FLAMA – Laguna

Fundação Irmã Vera – Laguna

Fundação Lagunense Cultura

IFSC – Garopaba

IMA

IMAJ -Prefeitura de Jaguaruna

IPHAN

Policia Ambiental

Prefeitura Municipal de Balneario Rincao

Prefeitura Municipal de Imbituba

Prefeitura Municipal Garopaba

Prefeitura Municipal Laguna – Planejamento

SC PAR

Secretaria de Estado Planejamento

SPU

UDESC

UFSC

 

SETOR ONGS AMBIENTALISTAS (14 vagas)

Associação R3 Animal

Associação Barra Limpa

Associação de Conservação Entremares

Associação Pró-CREP

Ferrugem Viva

Floripa Amanhã

Forum da Agenda 21

Fundação Gaia – Legado Lutzenberger

Instituto Ambiental Boto Flipper

Instituto Australis

Instituto Baleia Franca

Instituto Ekko Brasil

Instituto Mangue Vivo

Instituto Tabuleiro

 

CONAPA Baleia Franca e COMDEMA promovem o 1º Seminário sobre Dinâmica Costeira em Garopaba

Nesse 26 de outubro, mais de 90 participantes debateram questões relativas à erosão das praias. Realizado no IFSC, o Seminário contou com a participação, em caráter voluntário, de cinco profissionais com renomada experiência no tema de dinâmica costeira e mudanças climáticas: Pedro Pereira (UFSC); Frederico Rudorff (Defesa Civil); Alexandre Guimarães (Estratégia Natural); Fernando Diehl (Acquaplan) e Diego Oliveira (MMA)

Na abertura do evento, Cecil Barros, Chefe da APABF, lembrou que a realização do seminário foi motivada pelos recentes processos erosivos na Praia da Barrinha decorrente de contínuas ressacas, e que se faz necessário qualificar os processos de uso e ocupação do solo na APA da Baleia Franca, visando evitar danos ambientais, sociais e econômicos.

O oceanógrafo Pedro Pereira, Professor da Universidade Federal de Santa Catarina, iniciou o Seminário abordando aspectos relativos a suscetibilidade erosiva das praias e os diferentes tipos de obras de engenharia, desde os conhecidos e ineficientes projetos de enrocamento, que acabam por amplificar os impactos erosivos, passando por estruturas de “engenharia leve” como engordamento de praias até as mais recentes estratégias denominadas de “construção com a natureza”, a exemplo da restauração de manguezais e quebra mares construídos a partir de comunidades de ostras.

 

Na sequência, Frederico Rudorff, Gerente de Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, apresentou os programas de climatologia e investimentos do Estado na área de sistemas e monitoramento de alertas meteorológicos e prevenção de desastres em áreas de risco, frente a eventos climáticos extremos.

Na mesma linha, Alexandre Guimarães, Consultor Sênior na área de Mudanças Climáticas, apresentou o Índice de Vulnerabilidade à Mudanças Climáticas em Santa Catarina, construído em parceria com o Governo do Estado e o Banco Mundial, visando fornecer ferramental para qualificar a tomada de decisões dos investimentos públicos em projetos de prevenção, mitigação e adaptação às mudanças do clima.

O Diretor da ACQUAPLAN Consultoria Ambiental, oceanógrafo Fernando Diehl discorreu sobre impactos das atividades antrópicas  no perfil da praia que potencializam os eventos erosivos e a importância do licenciamento ambiental de projetos de restauração e recuperação  de praias.

As exposições do dia foram encerradas com Diego Oliveira, técnico de infraestrutura do Ministério do Meio Ambiente que apresentou o Procosta – Programa Nacional para a Conservação da Linha de Costa, que é um programa permanente de planejamento e gestão da zona costeira com caráter territorial. Segundo ele, o Procosta buscará solucionar um importante problema de falta de dados confiáveis em escala nacional e, a partir desses dados, auxiliar na compreensão da atual situação na zona costeira, nas previsões de possíveis alterações futuras e nas alternativas de mitigação e adaptação.

O Seminário foi encerrado com uma roda de conversa entre Chefe da APA da Baleia Franca, Presidência do COMDEMA e palestrantes que foram unânimes em reconhecer que um dos papeis fundamentais da sociedade é estimular o debate, a exemplo desse Seminário; trabalhar em rede visando aprofundar os conhecimentos e motivar os gestores públicos a elaborarem projetos de mapeamento de riscos e vulnerabilidades das praias, com vistas a inserção no planejamento e no orçamento da União, Estados e Municípios.

O 1º Seminário de Dinâmica Costeira mobilizou técnicos das Prefeituras de Garopaba, Imbituba e Laguna; analistas ambientais do ICMBio, Comandante de Polícia Ambiental; técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, representantes do CREA-SC, associações comerciais e industriais, estudantes do IFSC e Ong’s ambientais.

Se você não pode participar, assista aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=OyuzTESenuk&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=VHm8Bs5yOrg&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=Huvm4a9N3_A&feature=youtu.be

 

CONAPABF lança 2o Edital Cadastro Eleições 2018

Considerando a deliberação do CONAPABF na Plenaria de 27 /28 de setembro, o Comitê Eleitoral  em conjunto com o Comitê Executivo, resolvem reabrir o processo eleitoral para renovação do Conselho, de acordo com cronograma abaixo:

IMPORTANTE: As Instituições que se cadastraram no prazo do 1o Edital NÃO precisam enviar documentos novamente.

  •  Divulgação do 2º edital de eleição: 11/10/2018
  • Período para cadastramento de instituições interessadas: 15/10/2018 a 30/10/2018 (protocolado diretamente na sede da APABF ou por Correios: vale data da postagem)
  • Homologação do deferimento e indeferimento das instituições interessadas: 07/11/2018
  • Período para recursos das homologações indeferidas: 08/11/2018 a 13/11/2018
  • Comunica decisão sobre os recursos e convocação para a eleição: 16/11/2018
  • ELEIÇÃO: 22/11/2018
  • POSSE do novo Conselho Gestor da APABF: na Plenária de 06 de dezembro de 2018

Acesse o Edital Completo:

2018 II Edital Cadastramento CONAPABF-out 2018

Formulário Inscrição:

CONAPABF_ II Edital Eleição 2018 – Anexo 2 e 3

 

1o Seminario de Dinâmica Costeira de Garopaba

O  Conselho Gestor da APA da Baleia Franca / ICMBio em parceria com o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Garopaba – COMDEMA , convida para:

Há uma preocupação crescente acerca da vulnerabilidade costeira, principalmente no que diz respeito à parcela da população que vive próximo à costa. Muitos são os estudos em todo o mundo abordando a vulnerabilidade da orla frente às alterações no clima.

O Seminário abordará questões relacionadas à suscetibilidade erosiva das praias, sistemas de modelagem dos processos erosivos, uso, apropriação e estratégias de adaptação e, especialmente, técnicas apropriadas para contenção ou minimização dos seus efeitos. Tem como propósito suscitar o debate e auxiliar os tomadores de decisão para a solução e prevenção dos problemas vivenciados hoje e os passíveis de ocorrer futuramente.

Evento Gratuito!

Faça sua inscrição aqui:

https://goo.gl/forms/ZPRv3Blf5sGYsRnv1

 

CARTA AO ICMBIO .. DA NOSSA APA DA BALEIA FRANCA

Prezado ICMBio, gostaria de lhe contar um pouco e rapidamente do que tenho vivido por aqui nas últimas semanas e que, acredito, você vai gostar de saber. Completamos 18 anos em setembro e agora já podemos dizer que somos maior de idade. Isso nos traz responsabilidades novas, mas também algumas liberdades. Esta Carta é uma delas.

Nas últimas semanas passamos por fortes emoções.

 

Por um lado a Justiça nos cobrando celeridade no Plano de Manejo e nós justificando a importância da ampla participação social ao longo do processo. Por outro lado, municípios e entidades empresariais pedindo interferência judicial por mais participação.

Por um lado processos judiciais com argumentos de que nosso esforço pela retomada do turismo embarcado não deveria acontecer, pelo “bem” das baleias franca. De outro lado novas ações judiciais pedindo que sejamos punidos por “não viabilizar” o turismo embarcado de observação de baleias.

Agentes privados e públicos, agentes políticos e atores sociais solicitando: “para tudo! que eu quero entrar” … E nós reiterando, pacientemente: “venham se acomodem, podem falar” .. e mesmo assim, um absoluto silêncio .. no ar.

Nos 3 anos anteriores, algumas entidades nas tais redes sociais nos criticando pelo baixo número de baleias que nos visitou, e com o Slogan: “A culpa é da APA que não tem gestão.. os números são claros!!” .. Neste ano as mesmas entidades nas mesmas tais redes sociais nos criticando pelo elevado número de baleias nos visitando, e com o slogan: “A culpa é da APA .. que está mentindo .. os números não são claros!!”

Mas enfim .. não está fácil para ninguém, inclusive para as APAs. Mas, para nossa felicidade, temos um Conselho Gestor (grifo meu). O CONAPABF foi criado há 12 anos para atuar na gestão de meu território. Ininterruptamente trabalha, desde então, pela ampliação, consolidação e enraizamento de um processo participativo dia-a-dia mais intenso e robusto.

Agora chegamos num momento decisivo para mim, agora já adulta. A conclusão de nosso plano de manejo. Após quase uma década de discussões em torno da concepção metodológica do Plano e das fontes de recursos. Depois de 4 anos desde que os recursos foram destinados e a metodologia acordada. Depois de 2 anos de trabalhos intensos de consulta a todos os setores interessados na gestão do meu território, realizada em quase 30 oficinas e reuniões públicas. Depois de 3 dias intensos de discussões acaloradas, qualificadas e absolutamente respeitosas, o meu Conselho Gestor concluiu o texto do Plano. Os trabalhos foram encerrados às 22:30 desta quarta (03/10), depois de mais de 14 horas de debates, só neste dia.

E olhe, não foi fácil .. mas se fosse não seria nosso. Por um lado, tenho a impressão de que cada um ali presente saiu um pouco insatisfeito pois não viu aprovada esta ou aquela sua proposta. Mas tenho, por outro lado, a certeza de que cada um saiu muito mais satisfeito pois viu todas as suas propostas apreciadas e debatidas de forma qualificada e que, boa parte delas, foram aprovadas, com eventuais ajustes aqui ou ali.

Acredito com força que num processo participativo como este, as relações de confiança e o comprometimento de parte a parte só se dão quando cada um e todos se sentirem incluídos, se sentirem parte. O que o meu Conselho nos diz é que eu, como APA, não excluo mas trabalho para entender o outro e pelas nossas convergências; não digo que “não pode”, a priori, mas construo  exaustivamente o “como pode”. E é essa a essência deste Plano de Manejo e desta APA, Eu :  Uma Unidade que (me perdoem a franqueza) não é do ICMBio apenas, mas é de todos os milhares que aqui residem ou usufruem dos seus valores. É  da sociedade catarinense e brasileira. É  das centenas (sim, neste ano foram centenas!!) de baleias franca que nos visitam todos os anos e, é ainda, acima de tudo, do mundo todo. É por isso que sou, orgulhosamente, a “nossa APA da Baleia Franca” e agradeço a cada um que vem fazendo desta minha vida algo tão prazeroso, desafiador e belo.

Para concluir, apreciem nossa Missão e nossa Visão de Futuro. Ficou uma belezinha, não!!??

 

Promover, de forma participativa, ações de conservação do patrimônio natural

cultural no território da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca

 Ser um território onde as práticas humanas sejam desenvolvidas com base em ações sustentáveis decorrentes de pactos sociais.

APA da Baleia Franca